Detalhes práticos da viagem à Bielorrússia

junho 26, 2017

Não sei se expliquei direto como a Bielorrússia acabou entrando no nosso roteiro. Mas vou começar então esse post contando em mais detalhes. Eu há muito tempo tinha vontade de conhecer os países bálticos. Desde que fui a Estônia em 2011, planejei na minha cabeça de ir aos outros dois países (Letônia e Lituânia) em breve. Mas em 2012 eu fiquei grávida, foi aquela reviravolta imensa, e as viagens eram as últimas das minhas preocupações. Quando fui retomando aos poucos a rotina da minha vida e realizando as viagens que planejava antes do Edi nascer, como a Rússia, a Polônia, pensei que logo chegaria a hora de finalmente conhecer a Letônia e a Lituânia. Organizei então um feriado prolongado, chegando por Riga, na Letônia, indo de ônibus até Vilnius, capital da Lituânia, e de lá voltando para a Suíça. E foi assim mesmo que organizei tudo no fim de 2016. Até que a Germania Airlines me mandou um email dizendo que o vôo Vilnius-Zurique estava cancelado, não haveria mais esse vôo em 2017 e eles estavam devolvendo o meu dinheiro. Putz. Sim, mas e aí? Eu ainda preciso voltar de Vilnius para Zurique. Pesquisei todas as opções possíveis e não existe mais vôo direto de Vilnius para Zurique, ou Genebra, ou Basel. Todos os vôos eram com conexões. Daí eu tinha que escolher entre fazer em conexão em Istambul, na Turquia, em Cracóvia, na Polônia, em Atenas, na Grécia, em Kiev, na Ucrânia, ou em Minsk, na Bielorrússia. Aliás tem post sobre todas essas viagens aqui no blog, só não tem post da Grécia porque estive lá em 2004 e o blog ainda não existia.

Daí eu resolvi encarar essa mudança como uma oportunidade, e olhei com carinho as opções de conexão. Primeiro que eu já conhecia todas as cidades que falei acima, menos Minsk, na Bielorrússia. Não só escolhi então fazer uma conexão em Minsk, como resolvi esticar mais a viagem e conhecer a Bielorrússia, que eu ainda não conhecia, e mesmo não estando na minha lista de prioridades, eu sei usar uma oportunidade quando elas aparecem. O vôo de volta de Minsk para Zurique terminou também não sendo mais direto e eu tive que fazer conexão em Kiev, na Ucrânia, de qualquer forma. Mas enfim, acontece. Valeu a pena.

Mas vamos então aos detalhes práticos. Vai que mais alguém está aí perdido na net procurando informações sobre a Bielorrussia!

Vôo

Voamos Belavia, a companhia nacional da Bielorrussia, num vôo de meia hora vindo de Vilnius, Lituânia. Foi super tranquilo, as comissárias falavam Inglês, nada de especial.

Visto

Desde o fim de 2016 e oficialmente desde fevereiro de 2017, a Bielorrússia permite a entrada sem visto para passaporte de 80 países, para quem vai ficar até 5 dias no país. Leia mais aqui http://president.gov.by/en/news_en/view/belarus-introduces-five-day-visa-free-regime-for-citizens-of-80-states-15344/

O Brasil felizmente está nessa lista e não precisamos de visto para entrar lá, o que já melhorou um monte a burocracia da (re)organização da viagem, no meu caso. Na entrada lá no aeroporto a gente tem que preencher e entregar um cartão de migraçaõ como neste da foto e guardar a outra parte para entregar na saída. O passaporte é carimbado e pronto. Bom, pronto não, tem mais um detalhe que eu falo a seguir.

Seguro Saúde

Não precisa de visto mas precisa de um seguro saúde específico para a Bielorrússia. É preciso fazer um seguro viagem especial especificando explicitamente que a Bielorrussia esta inclusa e que cobre pelo menos 10 mil dolares em caso de acidentes. Se o seu seguro saúde for internacional e já cobrir o país, tem que pedir para emitir este papel que deve ser mostrado na entrada lá no aeroporto. Eles pedem mesmo, verificam tudo que esta escrito, fazem perguntas. É obrigatório. E quem chegar lá sem pode fazer no próprio aeroporto por um valor bem acima do normal. Mas entrar no país sem seguro não pode.

Moeda

A moeda da Bielorrússia é o rublo bielorrusso. Não é o mesmo rublo da Russia, é uma moeda própria. Aqui na Suíça não sei porque não é permitido comercializar rublo bielorrusso nas casas de câmbio, então não tive como sair daqui já com o dinheiro, que é como gosto de fazer, pelo menos uma quantia pequena para as necessidades rápidas. Na Lituânia, onde estávamos antes de pegar o vôo para lá, tinha algumas casas de câmbio comercializando o rublo bielorrusso, mas eu deixei para comprar lá mesmo, ou usar o cartão, coisa que eu não gosto muito de fazer. Lá em Minsk é tudo muito grande e muito distante. Na rua que ficava o nosso hotel, a av. da Independência, não vi nenhuma casa de câmbio e tive que me sujeitar ao valor bem alto do câmbio do próprio hotel. Mesmo sendo alto, o dinheiro de lá é bem desvalorizado e tudo é bem barato.

Hotel

Eu escolhi ficar num hotel que tivesse uma localização que eu pudesse sair e explorar ao redor, sem precisar depender de pegar transporte público em russo que eu não entendo nada e virar um stress. Então ao invés de ficar presa num hotel longe de tudo, ou melhor, perto de nada interessante, reservei nossa estadia pelo Booking.com no Hotel Minsk que fica bem na esquina da praça e av. da Independência. O que foi ótimo porque saímos do hotel e tínhamos por onde andar, explorar os arredores, etc.

O hotel se não me engano era 4 estrelas, mas é um hotel bem antigo e conhecido de Minsk, segundo meu guia. Não é lá muito moderno mas tem um conforto razoável, eu e o Edi dormimos bem, tomamos um bom café da manhã. Também não há muita variedade para escolher não. Minsk é a capital do país e não é muito turística, então eu também não podia escolher muito.

Transporte

Minsk não é muito fácil de andar. Como falei nos posts anteriores é tudo gigante, prédios e avenidas, então não é entrar num bondinho e saltar na próxima estação. Por isso a minha escolha de hotel como falei acima. E resolvi também não arriscar metrô em russo, onde as pessoas também não são muito solicitas em falar Inglês. Aliás em alguns taxis até percebi uns avisos de “Speak English” para atrair os perdidos como eu.

Mas eu não andei de taxi. Do aeroporto fui para o hotel de transfer organizado pelo próprio hotel e da vez que andei de carro foi com o nosso guia. Então pulemos ao próximo tópico:

Guia de Turismo

Resolvi contratar um guia de turismo, o Andrei, por uma tarde, que nos levou para conhecer os arredores mais afastados do nosso hotel. Um tour de 4 horas só para mim e para o Edi custou 90 dolares, com carro e tudo. Muito barato em comparação a outros guias de outras cidades europeias. Pelo que pesquisei não há muitos guias de turismo por lá, aliás o Andrei foi o mais profissional e apartenmente confiável que encontrei pelas minhas pesquisas. Gostei muito do trabalho dele, muito bom conhecimento da história do país, crescido lá, recomendo. Infelizmente não tirei nenhuma foto dele mas linkei aí acima o site dele.

Custo

Como eu disse, a moeda na Bielorrussia é bem desvalorizada, então eu que tava vindo da Suíça onde é tudo caro, tive a impressão de ser tudo muito barato. Uma refeição com prato de carne, acompanhada de vinho, sobremesa e tudo mais num restaurante típico bem bacana não passou de 20 euros. Aqui na Suíça jamais um prato sairia por esse preço.

Idioma

É como na Rússia. Mal falam Inglês, e os que falam não gostam de falar, não são muito abertos. Algumas placas nas estações de metrô e na rua são escritas em bielorrusso e em Inglês também, mas nem todas. Tem horas que é na sorte ou na mímica mesmo.

Comida

Vi poucas cadeias de comida internacional ou Fast Food. Aliás tirando McDonalds e BurgerKing não vi mais nada conhecido. Cozinha internacional também bem pouco. Não vi nenhum restaurante italiano por exemplo. E só achei um lugar onde vendia pizza! Grande maioria dos restaurantes locais com culinária local. Eu fiquei no que eu conhecia mesmo que era estrogonoff, frango kiev e dumplings.

E nem todo cardápio tem em Inglês também, alguns só em russo. Então se não tiver foto, pode desistir.

Clima

Fomos no fim da primavera, fim de maio, início de junho, então o invernão brabo já foi embora. Eu nem cogito ir para um lugar com temperaturas siberianas no inverno, então ainda bem que calhou de ser agora, senão não ia ter como anexar a Bielorrussia nessa viagem não. Mas ne, tem quem goste de experimentar extremos e conhecer a Russia e a Bielorrussia no inverno. Deve ser uma experiência única, mas eu passo. Na primavera estava ótimo, já não precisávamos de casaco, fazia uma média de 17, 19 graus durante o dia, uma maravilha, super agradável.

Bom, acho que é isso que to me lembrando agora.

Para ver os outros posts da Bielorrússia, veja o link da tag com os outros posts: http://www.elaeamericana.com/tag/belarus

E veja também os videos da viagem no youtube:

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