Montenegro: A Baía de Kotor e os fiordes do Adriático!

julho 29, 2017

Acredito que seja o ponto mais conhecido de Montenegro: a Baía de Kotor! Ao conhecer Kotor, me pergunto como Montenegro ainda não está na rota turística dos brasileiros. Que lugar sensacional! Parece de mentira, um lugar meio esquecido no tempo mas naturalmente preservado e de uma beleza indiscutível. A impressão que eu tinha de Kotor antes de conhece-la era de um lugar meio que escondido e um pouco misterioso. E agora que já conheci acredito que seja apenas uma questão de tempo para Kotor virar uma febre, especialmente no verão.

O clima é aquele subtropical do Mediterrâneo mas por causa dos fiordes, Kotor é um dos lugares mais umidos da região. O verão não chega a ser africano mas o calorão por lá começa bem mais cedo que na Suíça por exemplo e dura mais, tem muitos mais dias de sol. Fomos em Julho e pegamos entre 29 e 35 graus. Bastante calor! No apartamento que aluguei tinha ar condicionado, mas nem todos os taxis tem ar condicionado e os dois restaurantes que comi na beira da calçada tinha ventiladores com jatinho de água. Mostrei no video sobre a cidade antiga, que ainda vou falar com calma no próximo post.

Primeiro neste post eu quero falar apenas da baía da Kotor, e no próximo falo do centro medieval da cidade de Kotor. Porque a baía de Kotor é o que? É um golfo no mar Adriático, uma parte do mar que entra nas partes quebradas de terra de Montenegro, rodeada por dois maciços dos alpes dináricos, uma cordilheira bem elevada formada de rochas sedimentares que se concluem numa paisagem esplêndida para nós pobres mortais. Um lugar totalmente relaxante.

Se você for percorrer a baía inteira pelo litoral, serão 107km de muitas curvas e vai e vems. Ainda bem que nem eu nem o Edi ficamos enjoados no carro, porque olha, é muito vai e vem. Embora a baía se chame Kotor e exista a cidade de Kotor em si, ao redor da Baía de Kotor há várias outras cidades menores com nomes servos difíceis para nós brasileiros de pronunciar. Pelo que percorri (de carro), de toda a baía tem-se uma vista escandalosamente linda, várias ofertas de apartamentos para aluguel de temporada, porém não vi nenhum hotel na baía em si. É legal ver um lugar tão lindo ainda não tão deformado para atrair turistas.

É um lugar bem rústico, percebi grande maioria de gente de lá mesmo turistando pelos arredores. Há poucos restaurantes ao redor da baía e apesar dos iates, barcos e jet skis passando toda hora, poucas pessoas falam Inglês por ali. Foi a minha primeira vez lá mas acho que isto deve estar mudando. No pouco tempo que passei lá, vi a baía ser “invadida” por aqueles transatlânticos que cruzam o Mediterrâneo, e cada vez que um cruzeiro desse deve ancorar lá, imagine a quantidade de turista entrando na cidade…

 

A cidade mais distante da baía é Tivat, que aliás como falei no post passado, a Suíça tem vôo direto pela EasyJet para Tivat. E a primeira cidade na entrada da baía é Herceg Novi, onde muitos turistas que chegam a Kotor já param para fotografar já dali no início.

A gente ficou hospedado em Kotor mesmo, já próximo ao centro de Kotor, mas ainda na praia. Bom também não tão próximo, era uns 2km. Do dia que fomos ao centro de Kotor fui de taxi porque era desnecessário andar tanto para chegar ao centro, quando uma corrida de taxi até lá custa 3 euros. Como mostrei no video eu aluguei um apartamento porque eu queria ficar hospedada lá na praia mesmo, e não no centro de Kotor. No centro de Kotor (old town) tem hotel sim, mas era verão, e eu sabia que as temperaturas por lá aumentam bastante (chegou a 35 graus!), então como era meu aniversário, me dei ao “luxo” de ficar hospedada na frente da prainha mesmo e aproveitar os dois dias e meio apenas naquele cenário. Apenas admirando a beleza dos fiordes, o mar, o por do sol, essas maravilhas da natureza que me encantam.

A baía sempre foi habitada e a beleza é tão grande que foi tombada pela Unesco como patrimônio natural, histórico e cultural da humanidade. Nada mais justo! Que lugar lindo!!!

Ao andar pela baía de Kotor tive aquela sensação de descoberta, sabe, de algo que ainda foi pouco transformado pelo homem, não teve ainda nenhuma rede grande que chegou ali para derrubar casas tradicionais para levantar um mega resort. Apesar de sempre habitado, lá tive aquela impressão de que “só eu não sou daqui” que é difícil de sentir andando pelas principais cidades europeias. E como eu adoro conhecer, descobrir algo novo, fotografar para não esquecer o que meus olhos vêem. Vi o sol baixar para trás dos fiordes nos dois dias enquanto deitava na espreguiçadeira na prainha de pedras, e mesmo com o calor danado que fazia, a atmosfera é de paz e muita tranquilidade.

Claro que tirei um dia para ir conhecer o centro de Kotor, a parte medieval da cidade, mas isso eu deixo para o próximo post.

Leia também: Viagem a Montenegro!

Assista também: Chegando na Baía de Kotor!

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